Contos de Maavalli

A Visão da Muralha

Ao saírem da barraca de Hailath, os sinos começam a tocar. Algo muito importante está para acontecer. De repente, um gigante aparece no topo da muralha a cerca de 100 metros de altura. Ele parece se mexer, mas há algo errado com ele. Há um urro de dor que invade o ambiente. O elevador da muralha desce calmante a criatura. Ao chegar mais perto, os personagens veem o motivo dos urros. a criatura feita de carne remendada, tem uma expressão de horror e dor. Suas duas pernas e seu braço esquerdo foram arrancados. Ao seu lado no elevador está um guerreiro com duas espadas. Sua expressão é de arrogância. Parece que acabar com criaturas como aquela é algo corriqueiro. A criatura é transportada em uma plataforma puxada por doze bois em direção à praça central. Uma multidão se aglomera para ver o monstro. É possível tocar e até mesmo desferir golpes no monstro.

Quando retornam para o prédio do exército, encontram uma grande quantidade de pessoas trabalhando e separando materiais. Vários rostos são familiares são vistos na equipe de trabalho. Todos trabalhadores de Hailath. O elevador é basicamente uma tábua de 10 metros quadrados com cordas amarradas em cada lado num sistema de roldanas e um contrapeso.

Ao serem içados, vocês percebem a vastidão do reino. A curvatura da muralha, é algo fantástico visto da posição onde se encontram. É como se estivessem levantando vôo a partir da superfície e enxergassem o horizonte. Chegando no topo, vocês percebem que o reino possui uma planície pouco acidentada. É possível visualizar construções e outras cidades pertencentes a outros reinos. No lado nordeste, é possível visualizar uma grande montanha. Seu topo é coberto por neve. Pelo seu tamanho, parece ocupar um reino inteiro. Não é possível que haja civilização naquela montanha.

No lado de fora da muralha, é possível visualizar a continuidade da planície interna. Entretanto, essa planície é coberta por uma floresta que apresenta pontos muitos densos (mais próximos da muralha e pontos com vegetação mais esparsada. Duas visões são assustadoras: a luz azul vertical parte da linha do horizonte e divide o céu ao meio. Além disso, há milhares de Golens de madeira, carne e pedra nas proximidades da muralha. Entretanto, eles parecem atraídos pela mesma linha azul que vocês.

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Central de Suprimentos do Exército

Vocês saem da área mais tumultuada da e seguem a avenida em direção à central de suprimentos do exército em BurmaKin. O prédio fica encostado na grande muralha. A visão da muralha é impressionante até para os nascidos na capital. 200 metros de altura de pedra lisa. Um grande prédio de quatro andares se sobressai como a maior construção deste lado da cidade. O prédio possui um muro em três de seus quatro lados (a parte de trás fica encostada na muralha). Sua construção, apesar de qualidade, em nada se assemelha às pedras lisas da muralha. Sua imponência se sobressai somente se comparada com o restante da cidade. Há um pequeno contingente de soldados no local. A troca de turnos já foi realizada. Ao fundo do prédio é possível ver a estrutura de um elevador rente à muralha. Esse é o único mecanismo de alcançar a muralha num raio de 300KM (é o único elevador em dois reinos). No alto da muralha, é possível ver um acampamento permanente que serve de apoio para as tropas vigilantes.

O portão é vigiado por três guardas. O central, provavelmente líder, questiona a intenção de vocês ao entrar na muralha.

Após passarem pelos portões, vocês são orientados a seguir para o centro do pátio onde se encontra Gilip dando ordens e esbravejando comandos para que o elevador seja içado o mais rápido. Vocês sentem leves vibrações no chão. Parece que há alguma batalha do lado de fora da batalha.
Gilip olha para vocês como se já esperasse pela mensagem. Ele pega a carta e lê imediatamente. Ao olhá-los mais atentamente, apenas diz: “Vocês trabalham para Hialath, correto? Avisem ao capataz dele que vou precisar de vocês por uma semana na construção da torre. Estejam aqui quando a sombra do sol atingir a praça central. Tragam provisões para passar uma semana na torre. Agora vão.”

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O Trabalho na Praça
A tarefa de Toryn Raptureharp.

Vocês chegam na praça central de Kuni. Essa praça na verdade é uma granda esplanada onde existe uma feira de mercadorias que abastece a cidade inteira. O centro da esplanada possui quase 1k de diâmetro e serve apenas de passagem para os compradores. Na feira é possível encontrar todos os produtos produzidos no reino e itens importados.

Uma das barracas mais famosas é o serviço de utilidades de Hailath. Nele, é possível contratar desde mensageiros até assassinos de aluguel (depende do preço e do cliente). É que vocês encontram os serviços diários. O chefe de pessoal é Toryn Raptureharp, um gordo meio orc cuja reputação é de constantes maus tratos para os trabalhadores de Hailath e subserviência para os clientes.

“Bom dia vermes da terra. Atrasados como sempre. O saldo de vocês está cada vez mais negativo para com o senhor. Talvez o seu peso em carne valha mais que seus serviços.”
“A reação patética era a esperada. Tenho um bom serviço para vocês. Preciso que todos aceitem mas apenas o mais veloz será recompensado. Entreguem essa mensagem para Gilip. Espero uma resposta escrita. O primeiro que me trouxer essa resposta receberá uma peça de ouro. Agora vão seus merdas.”

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A Dívida de Haiath
Ambientação dos aventureiros a respeito da dívida que possuem com um mercador poderoso

Após passarem anos nas fazendas comunitárias de BurmaKin, vocês conseguiram a liberdade desejada e precisavam de emprego. Haiath, um mercador de produtos agrícolas, lhes prometeu um trabalho na capital Kuni. Era uma excelente oportunidade considerando que não havia emprego onde estavam. Há cerca de 2 meses vocês se mudaram para a cidade com a ajuda de Haiath. Entretanto, a mudança e acomodações custaram um preço alto demais.

Atualmente, vocês devem 1000 peças de ouro cada um para Haiath. Além disso, o custo mensal para cada um com aluguel de um quarto na área mais pobre da cidade e três refeições por dia custam 30 peças por dia. O trabalho oferecido por Haiath nada mais é que o seu serviço sujo (cobrar pessoas, ameaçar pequenos comerciantes, procurar por pessoas e serviços de guarda-costas). O preço de tais serviços é sempre determinado por um agente de Haiath e o valor sempre é inferior ao custo de vida mensal.

Se rebelar contra essa situação não é uma opção agradável. Haiath é um mercador querido do senhor de BurmaKin, Foann. Se rebelar contra ele é o mesmo que se rebelar contra Foann. Além disso, nessa região da cidade, todos os comerciantes temem Haiath e por isso não há emprego se esse for o desejo do mercador. A opção de fugir para outro reino é praticamente inexistente. BurmaKin fechou as fronteiras com os reinos vizinhos desde a última guerra. A fronteira para o reino de LaosKin (cujo senhor é diretamente superior a Foann) é extremamente vigiada.

A cidade de Kuni é um centro importante de comércio nessa área do Reino. Possui um destacamento do exército do Reino considerável. A cidade possui sua área mais pobre voltada exatamente para a grande muralha. Há um grande rio que corta a cidade e passa por baixo da muralha. Nesse ponto, há barras de metal de certa de um metro de diâmetro que vão da muralha até o leito do rio. Nunca algum golem conseguiu atravessar esse ponto.

A cidade é famosa por suas construções simples mas bem acabadas e com o mesmo tipo de telhado. As construções possuem no máximo quatro andares e o ponto mais alto é a igreja matriz. A cidade é composta basicamente de ruas (a maioria pavimentada) e duas grandes avenidas em forma de cruz. A primeira parte do quartel general do exército e corta a cidade em direção à fronteira oeste do reino. A segunda liga as zonas norte e sul da cidade. No centro, há uma grande praça onde se encontram os prédios do governo. Há uma parte alta da cidade mais afastada (na zona leste) onde se encontram os mais abastados.

Após o café, vocês devem se dirigir para a praça central a pé para esperar por informações sobre as missões do dia.

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